A situação do Lulinha só piora: Lobista de Careca do INSS mandou dinheiro para assessor de Lula
Pagamentos a ex-chefe de gabinete de Lula ampliam pressão sobre investigações do INSS
BRASÍLIA, 4 de agosto de 2026 — As investigações sobre o esquema de fraudes no INSS ganharam um novo capítulo com potencial de aumentar o desgaste político do Palácio do Planalto em pleno ano eleitoral. Reportagem do Poder360 publicada nesta segunda-feira (3) revela que a empresária e lobista Roberta Luchsinger, apontada nas apurações como colaboradora de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizou pagamentos ao então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Segundo a reportagem, os repasses somariam dezenas de milhares de reais. Os valores exatos, a frequência das transferências e a finalidade dos pagamentos ainda não foram esclarecidos. Essas informações estariam sob análise da Polícia Federal.
A revelação ocorre poucas semanas depois de Lula dispensar Marcola do cargo que ocupava desde o início do atual mandato. Homem de confiança do presidente há vários anos, ele era responsável pela agenda presidencial e exercia uma das funções mais estratégicas dentro do gabinete do chefe do Executivo.
O caso reforça a dimensão política das investigações sobre as fraudes no INSS. Roberta Luchsinger já aparece nas apurações como pessoa ligada ao chamado “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025, e também mantém uma relação de proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A própria Polícia Federal já investiga Lulinha em diferentes frentes. Conforme a reportagem, um dos inquéritos apura suspeitas de tráfico de influência. O texto também relembra que, em dezembro de 2025, surgiram suspeitas de que ele teria recebido pagamentos mensais atribuídos ao operador conhecido como Careca do INSS — acusação negada pelo filho do presidente.
Outro elemento citado são viagens realizadas por Roberta e Lulinha utilizando o mesmo código localizador em reservas aéreas, circunstância que, segundo a reportagem, é tratada pela PF como indício da proximidade entre ambos. Também são mencionadas mensagens apreendidas durante a Operação Sem Desconto, nas quais os dois discutiriam operações relacionadas ao INSS, empresas públicas e alternativas para movimentação de recursos financeiros. A existência dessas mensagens é atribuída à investigação; seu conteúdo ainda integra os autos e permanece sujeito à análise das autoridades.
Independentemente do desfecho das investigações, a divulgação dos pagamentos adiciona um novo fator de pressão sobre o governo petista.
A apuração ainda está em andamento, e caberá à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal esclarecer a origem dos recursos, sua finalidade e eventual relevância penal.
O momento político, entretanto, amplia o impacto da revelação. Em meio à campanha presidencial de 2026, o tema da corrupção voltou ao centro do debate nacional sobre o PT de Lula, e qualquer avanço nas investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente tende a produzir efeitos que vão além do aspecto jurídico.



