Acabou pra Cuba
Trump diz que fará com Cuba o mesmo que fez na Venezuela
ORLANDO, 22 de maio de 2026 — O governo de Donald Trump elevou significativamente a pressão contra o regime cubano nos últimos meses, numa estratégia que integrantes da administração americana passaram a comparar, ainda que informalmente, ao modelo utilizado contra a Venezuela. O movimento combina sanções econômicas, isolamento diplomático, ofensiva jurídica contra integrantes do regime e pressão sobre as estruturas militares e financeiras que sustentam o poder em Havana.
A mudança de postura ganhou força após a escalada das ações americanas contra o governo de Nicolás Maduro. Em discursos públicos e entrevistas, Trump passou a mencionar Cuba de forma direta ao comentar os próximos objetivos de sua política externa para a América Latina. Em março, durante um evento político nos Estados Unidos, o presidente afirmou que “Cuba é a próxima”, sugerindo que Washington estaria disposto a ir além das medidas tradicionais de contenção diplomática. A fala repercutiu imediatamente na imprensa internacional e provocou reações do regime cubano.
Embora a Casa Branca não tenha anunciado qualquer plano oficial de intervenção militar direta, o endurecimento das ações contra Havana é perceptível em diversas frentes. A principal delas envolve o estrangulamento energético da ilha. Durante décadas, Cuba dependeu do petróleo subsidiado enviado pela Venezuela. Com a intensificação das sanções americanas contra Caracas e contra empresas envolvidas no transporte marítimo de combustível, a capacidade cubana de importar petróleo caiu drasticamente.




