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Agora o bicho vai pegar!

Faria Lima e Brasília estão desesperados

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Allan Dos Santos
mai 29, 2026
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ORLANDO, 29 de maio de 2026 — Durante décadas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho foram tratados, no Brasil e no exterior, como organizações criminosas voltadas principalmente ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, contrabando de armas e controle territorial.

Isso mudou completamente.

Ao anunciar a designação das duas facções como organizações terroristas e terroristas globais especialmente designados, o governo dos Estados Unidos elevou o problema do crime organizado brasileiro a um novo patamar. Não se trata mais apenas de segurança pública. Para Washington, trata-se agora de segurança nacional. Anotem esse conceito. A mudança pode parecer apenas burocrática, mas as consequências disso são bem mais profundas.

Dêem uma olhada só nestes títulos de matérias recentes publicadas pela imprensa brasileira:

  1. “Banco criado pelo PCC movimentou R$ 8 bi para apoiar candidatos em SP” — UOL. Investigação sobre núcleo financeiro do PCC e interesse em eleger vereadores em cidades paulistas.

  2. “Sócios de empresas de ônibus ligadas ao PCC doaram para PT e o antigo DEM de SP” — UOL/Estadão. Doações eleitorais registradas no TSE feitas por sócios de empresas investigadas por ligação com o PCC.

  3. “Delator diz que vereador de SP criou esquema com ônibus para lavar dinheiro do PCC” — Folha. Delação envolvendo suspeita de lavagem de dinheiro da facção no setor de ônibus.

  4. “Depoimentos reforçam papel de aliado de Boulos em viação ligada ao PCC” — Metrópoles. Investigação envolvendo vereador e negócios de empresa de ônibus de ligação com o PCC.

  5. “PT de São Paulo diz confiar na versão de vereador investigado” — Folha. Vereador do PT era alvo de investigação policial por ligação com o PCC.

  6. “Operação prende vereadores e outros 10 por ligação com PCC” — Nexo. Operação do MP contra suspeitos de fraudar licitações para lavar dinheiro da organização criminosa.

  7. “Deputado TH Joias é preso no RJ sob suspeita de negociar armas para o Comando Vermelho” — Folha. A investigação aponta suspeita de uso do mandato para favorecer a facção e nomeação de suspeitos em cargos na Alerj.

  8. “Deputado estadual é preso por intermediar armas para facção no Rio” — Agência Brasil. TH Joias foi preso sob suspeita de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho.

  9. “Vereador do Rio é preso suspeito de ligação com o Comando Vermelho” — Agência Brasil. Investigação sobre tentativa de interferência política em área dominada pelo tráfico para formar base eleitoral.

  10. “PF investiga desembargador após soltura de chefe do PCC” — CNN Brasil. Investigação sobre desembargador que soltou Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC, condenado a 126 anos.

  11. “Magistrado é investigado por suspeita de ligação com o tráfico internacional” — Band. Suspeitas envolvendo desembargador em crimes de corrupção, organização criminosa voltada ao tráfico internacional, lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro.

  12. “Faria Lima, PCC e combustíveis: veja alvos da nova fase da Carbono Oculto” — CNN Brasil. Mega operação contra lavagem de dinheiro em fintechs e fundos de investimento, com movimentação de R$ 26 bilhões.

  13. “Instituições de pagamento alvos da Fluxo Oculto têm sedes na Faria Lima, no interior de São Paulo e Rio; veja lista” — Folha. Várias instituições de pagamento alvo da operação contra lavagem no setor de combustíveis.

  14. “Seis fintechs são alvos de operação por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC” — Gazeta do Povo. Empresas sediadas principalmente na Faria Lima foram alvo da operação por suspeita de atuação junto à facção.

  15. “Investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC mira a Av. Faria Lima” — Correio Braziliense. Operação Carbono Oculto revelou uso de fintechs, bancos digitais, fundos e corretoras na lavagem de dinheiro.

O Brasil possui um longo histórico de investigações policiais e judiciais envolvendo infiltração do crime organizado em instituições públicas e privadas. Ao longo dos anos, operações da Polícia Federal, do Ministério Público e das polícias estaduais revelaram conexões entre facções criminosas e agentes públicos, empresários, operadores financeiros, empresas de fachada, esquemas de lavagem de dinheiro e estruturas utilizadas para ocultação patrimonial.

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