Alerj Reage e Lula se dá mal
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro cobra retratação após Lula associar indicação política a milicianos e classifica declaração como desrespeitosa
RIO DE JANEIRO, 24 de maio de 2026 — A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reagiu com firmeza às declarações de Lula envolvendo uma suposta “indicação de miliciano” durante um discurso público. Parlamentares da Casa classificaram a fala como inadequada e afirmaram que ela atingiu não apenas deputados específicos, mas a própria instituição.
Em nota oficial, a Alerj manifestou repúdio ao comentário e cobrou respeito ao Poder Legislativo fluminense. Segundo o texto, a declaração foi considerada “inaceitável” e incompatível com o diálogo institucional esperado entre os diferentes níveis de governo.
A controvérsia surgiu após Lula mencionar, em tom crítico, a indicação de pessoas ligadas a grupos criminosos para cargos ou funções públicas. A fala provocou forte reação entre deputados estaduais, que argumentam que generalizações desse tipo acabam lançando suspeitas sobre representantes eleitos sem a devida individualização de responsabilidades.
Nos bastidores, integrantes da Assembleia avaliam que o episódio amplia o clima de tensão entre lideranças políticas e reforça a polarização do debate público. Parlamentares defenderam que eventuais denúncias ou acusações sejam acompanhadas de provas concretas e tratadas pelos órgãos competentes, evitando declarações que possam atingir instituições democráticas de forma ampla.
A manifestação da Alerj ocorre em um momento de crescente embate político nacional, em que discursos e declarações de autoridades têm gerado respostas imediatas de diferentes setores do poder público. A expectativa é que o episódio continue repercutindo nos próximos dias, especialmente entre representantes da bancada fluminense e integrantes do governo federal.
Embora não tenha sinalizado qualquer recuo até o momento, a fala de Lula abriu uma nova frente de atrito político com o Legislativo do Rio de Janeiro, que agora exige esclarecimentos e respeito institucional.



