Aliada de Petro suspende presidente e cria uma crise constitucional em plena eleição
A 11 dias do segundo turno, Gloria Arizabaleta, congressista do campo governista, determinou o afastamento temporário de Gustavo Petro por suposta intervenção política na campanha
BOGOTÁ, 10 de junho de 2026 — A Colômbia entrou nesta quarta-feira em uma crise institucional de altíssimo risco. A congressista Gloria Elena Arizabaleta Corral, integrante da Comissão Legal de Investigação e Acusação da Câmara de Representantes, assinou um auto de sete páginas ordenando a suspensão provisória do presidente Gustavo Petro do exercício do cargo até as 16h do dia 21 de junho, data do segundo turno da eleição presidencial colombiana. O documento identifica Petro como “disciplinado”, aponta uma “presunta falta gravíssima por intervenção em política” e foi assinado apenas pela própria Arizabaleta como representante investigadora.
O caso é explosivo por três razões. Primeiro, porque ocorre a apenas 11 dias da votação que decidirá o próximo presidente da Colômbia. Segundo, porque Petro é acusado de usar a posição de chefe de Estado para interferir na disputa em favor do campo político ao qual pertence. Terceiro, porque a própria tentativa de afastá-lo nasce de uma congressista governista, ligada ao Pacto Histórico, o mesmo campo político do presidente.
A disputa presidencial colombiana foi para o segundo turno entre Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico, partido de Petro, e o advogado de direita Abelardo de la Espriella. A votação está marcada para 21 de junho. Segundo a Reuters, Petro é acusado de envolvimento na campanha de Cepeda, enquanto a medida de Arizabaleta está vinculada a uma apuração sobre suposta interferência política do presidente.




