Ancine mira filme de Bolsonaro antes das eleições
Ancine abriu procedimento para apurar se a produtora Go Up Entertainment descumpriu regras aplicáveis a filmagens internacionais realizadas no Brasil
BRASÍLIA, 21 de maio de 2026 - A Agência Nacional do Cinema (Ancine) abriu procedimento para apurar se a produtora Go Up Entertainment descumpriu regras aplicáveis a filmagens internacionais realizadas no Brasil durante a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira.
De acordo com a agência, a empresa poderá ser multada em até R$ 100 mil caso seja confirmada a ausência de comunicação formal sobre as gravações feitas no país no ano passado.
A investigação busca esclarecer qual foi o papel da Go Up na produção do longa, previsto para estrear nos cinemas em setembro. Entre os pontos analisados está se a empresa atuou como produtora principal da obra ou apenas prestou serviços para uma companhia estrangeira responsável pelo projeto.
Pelas normas da Ancine, produções internacionais filmadas no Brasil devem ser conduzidas por empresa registrada na agência, encarregada de informar oficialmente a realização das gravações e apresentar documentos como contratos, plano de filmagem e identificação dos profissionais estrangeiros envolvidos.
Segundo a Ancine, até o momento os documentos solicitados não foram entregues. A agência afirmou ainda que enviou ofícios à produtora em fevereiro e março deste ano pedindo esclarecimentos, mas não recebeu resposta.
As gravações do filme em São Paulo haviam sido divulgadas anteriormente pela imprensa.
O procedimento da Ancine foi instaurado antes da divulgação de áudios e mensagens atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro relacionados a negociações de financiamento do filme com o empresário Daniel Vorcaro.



