Assessor de Michelle Bolsonaro alimenta Secom do STF e jornalista petista
Com informações e créditos à investigação original de David Ágape
ORLANDO, 27 de julho de 2026 — O jornalista David Ágape soltou uma bomba na internet. Um vídeo que registrava a reconciliação entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro acabou revelando, de forma involuntária, uma tela de conversas do WhatsApp de quem realizava a gravação. Segundo reportagem publicada pelo jornalista David Ágape, o registro expôs contatos que envolvem a assessoria de Michelle Bolsonaro, a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) e um grupo de comunicação ligado ao governador Romeu Zema.
De acordo com a apuração, o vídeo circulou em 23 de julho de 2026. Nos segundos finais, a reprodução automática dos stories do WhatsApp exibiu a lista de conversas do aparelho utilizado para gravar o conteúdo. A reportagem afirma que o celular pertenceria a um jornalista identificado como “Leo”, vinculado ao portal Brasil 247.
Os contatos identificados
Segundo a investigação, três conversas chamam atenção:
André Costa, salvo na agenda como “Ascom Michelle Bol.”;
“Gisely STF”, identificada na reportagem como Giselly Siqueira, secretária de Comunicação Social do STF;
Um grupo denominado “Comunicação Zema”, relacionado ao núcleo de comunicação do governador Romeu Zema.
A reportagem destaca que a coexistência desses contatos na mesma lista de conversas levanta questionamentos sobre a circulação de informações entre assessorias que, publicamente, ocupam posições políticas distintas.
A conversa com André Costa
Entre os elementos reproduzidos na tela, David Ágape destaca uma mensagem atribuída a André Costa, na qual o assessor teria escrito:
“Será um prazer receber os materiais da sua lista de transmissão e conhecê-lo.”
Segundo a reportagem, essa resposta indicaria que o jornalista do Brasil 247 aceitou receber conteúdos provenientes da lista de transmissão utilizada pelo assessor de Michelle Bolsonaro.
O texto também relembra episódios ocorridos em dezembro de 2025, quando André Costa foi alvo de críticas dentro do próprio campo bolsonarista por mensagens relacionadas à então pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. A investigação sustenta que o episódio atual reforçaria um padrão de comportamento anteriormente observado.
O contato da Secom do STF
Outro nome destacado é o de Giselly Siqueira, atual secretária de Comunicação Social do STF.
A reportagem lembra depoimentos anteriormente atribuídos ao ex-assessor Eduardo Tagliaferro, segundo os quais Giselly teria exercido papel estratégico na comunicação institucional durante as eleições de 2022. O texto também menciona controvérsias envolvendo notas oficiais divulgadas pela Secom do STF em 2026. Essas afirmações fazem parte da investigação de David Ágape e não representam decisões judiciais nem conclusões oficiais sobre a atuação da secretária.
Grupo ligado a Romeu Zema
O terceiro elemento observado é um grupo denominado “Comunicação Zema”.
Segundo a reportagem, o grupo estaria relacionado à equipe de comunicação do governador mineiro Romeu Zema. O autor argumenta que a presença desse grupo, ao lado dos demais contatos, sugeriria a existência de canais de interlocução entre agentes políticos de diferentes campos.
Espaço para manifestação
A própria reportagem informa que permanece aberto o espaço para manifestações, esclarecimentos ou exercício do direito de resposta por parte dos citados, comprometendo-se a incorporar eventuais respostas ao texto original.




