Revista Timeline

Revista Timeline

Bill Gates admite que Epstein usava casos extraconjugais como “alavanca” para manter o bilionário por perto

Cofundador da Microsoft admitiu que se aproximou de Epstein entre 2011 e 2014 em busca de recursos para projetos globais de saúde. Gates negou envolvimento criminal, negou ter ido à ilha

Avatar de Allan Dos Santos
Allan Dos Santos
jun 11, 2026
∙ Pago

WASHINGTON, 11 de junho de 2026 — O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, compareceu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, ao Capitólio, em Washington, para prestar depoimento a portas fechadas ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O tema era sua relação com Jeffrey Epstein, o financista criminoso sexual cuja rede de contatos envolvia bilionários, políticos, acadêmicos, banqueiros e figuras do alto poder americano.

Para o público brasileiro, é importante entender o peso institucional da audiência. O Comitê de Supervisão da Câmara — conhecido nos Estados Unidos como House Oversight Committee — é uma comissão parlamentar com poder de investigar atos do governo federal, documentos públicos, autoridades, contratos, falhas administrativas e casos de grande interesse nacional. Em março, o próprio comitê afirmou que investigava a suposta má condução da investigação federal sobre Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, a morte de Epstein, redes de tráfico sexual, a tentativa de Epstein e Maxwell de conquistar influência junto a pessoas poderosas e possíveis violações éticas envolvendo autoridades eleitas.

Bill Gates, hoje uma das figuras mais conhecidas da “filantropia mundial”, é o homem que cofundou a Microsoft em 1975 com Paul Allen e depois passou a dedicar sua imagem pública à Gates Foundation, fundação voltada a saúde global, educação, inovação e desenvolvimento. A própria fundação registra que Gates deixou o trabalho cotidiano na Microsoft em 2008 para se concentrar integralmente em sua atuação filantrópica.

Foi justamente essa imagem de filantropo global que, segundo Gates, o levou a aceitar contato com Epstein. No depoimento inicial, Gates negou ter conhecimento da conduta criminosa de Epstein enquanto se relacionou com ele, mas admitiu que se associou ao financista entre 2011 e 2014 para tentar ampliar recursos destinados a projetos internacionais de saúde.

“Eu nunca fui à ilha dele, ao rancho dele ou à casa dele na Flórida. Eu nunca vitimizei ninguém”, declarou Gates.

“Embora ele possa ter tentado cultivar uma relação pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi”.

A frase é central porque toca em três lugares associados ao caso Epstein: a ilha particular no Caribe, o rancho e a residência na Flórida. Gates fez questão de negar presença nesses locais e também negou qualquer participação em vitimização.

Avatar de User

Continue lendo este post gratuitamente, cortesia de Allan Dos Santos.

Ou adquirir uma assinatura paga.
© 2026 Revista Timeline · Publisher Privacy ∙ Publisher Terms
Substack · Privacidade ∙ Termos ∙ Aviso de coleta
Comece seu SubstackObtenha o App
Substack é o lar da grande cultura