Brasil, ameaça nacional. De novo. Mais um ano inteiro na lista negra
Israel, China, União Europeia e agora Washington outra vez: a conta do isolamento internacional chegou
ORLANDO FL, 28 de julho de 2026 — Os Estados Unidos renovaram nesta terça-feira, por mais um ano, o estado de emergência nacional em relação ao Brasil.
Não é meme. Não é fake news. Não é interpretação criativa de analista de rede social. É documento oficial da Casa Branca, enviado ao Escritório do Registro Federal, com publicação prevista no Federal Register e comunicação formal ao Congresso americano.
A Ordem Executiva 14.323, assinada por Donald Trump em 30 de julho de 2025, classificou políticas, práticas e ações do governo brasileiro como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. A medida expiraria agora, no fim de julho. Trump decidiu que ela continua valendo até julho de 2027.
Vale um esclarecimento técnico, porque aqui prezamos pela precisão. A legislação americana de emergências nacionais exige renovação anual dessas declarações, sob pena de caducidade automática. A prorrogação em si não cria sanções novas nem restabelece tarifas. Mas atenção ao detalhe que muda tudo: a Casa Branca poderia simplesmente deixar a emergência morrer. Bastava não assinar nada. Escolheu renovar. E escolheu renovar repetindo, ponto por ponto, as justificativas de 2025.
Quais justificativas? Decisões do Supremo Tribunal Federal forçando plataformas americanas a restringir a fala de cidadãos e residentes dos EUA. Processos contra americanos por publicações feitas em solo americano. Perseguição política a um ex-presidente, sua família e seus apoiadores. Está tudo lá, preto no branco, com o timbre do governo dos Estados Unidos.
Esse é o mesmo instrumento jurídico, a IEEPA, que Washington usa para tratar de países como Irã, Coreia do Norte e Venezuela. O Brasil, uma democracia de 212 milhões de habitantes, historicamente aliada dos americanos, está nessa prateleira pelo segundo ano consecutivo.
E as tarifas? Aqui a novela ganhou capítulos. A sobretaxa de 40% imposta em 2025 com base na emergência caiu em fevereiro deste ano, derrubada pela Suprema Corte americana. Alívio? Nenhum. O governo Trump trocou de ferramenta: desde 22 de julho vigora uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras, fruto de uma investigação formal do Escritório do Representante de Comércio sobre práticas comerciais consideradas desleais. Somam-se a isso sobretaxas ligadas a acusações de falhas no combate ao trabalho forçado.
O secretário de Estado Marco Rubio não deixou margem para dúvida sobre o motivo. Segundo ele, o governo brasileiro não negociou de boa-fé, e Lula “colocou seu próprio ego à frente” de um acordo que beneficiaria o povo brasileiro. As tarifas, disse Rubio, são o preço dessa escolha.
Enquanto isso, o mapa-múndi vai ficando cada vez menor para o Brasil.
Em Israel, Lula é oficialmente persona non grata desde fevereiro de 2024, quando comparou a guerra em Gaza ao Holocausto e se recusou a se retratar. A declaração nunca foi revogada. Um presidente da República brasileiro está proibido, na prática, de pisar em um país com o qual mantemos relações diplomáticas há décadas.
Na China, nosso maior comprador de carne bovina, a cota de 1,1 milhão de toneladas reservada ao Brasil pela salvaguarda comercial de Pequim se esgotou no fim de junho. Resultado: o excedente já paga sobretaxa de 55%, que somada às tarifas regulares eleva a carga a patamares proibitivos. Frigoríficos brasileiros reduzem turnos e concedem férias coletivas. A medida vale para todos os exportadores, é verdade. Mas quem tinha mais a perder, e menos fez para se antecipar, foi o Brasil.
Na União Europeia, a decisão é ainda mais dura: o bloco formalizou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal, com veto em vigor a partir de 3 de setembro. O fundamento é regulatório, ligado às regras europeias sobre uso de antimicrobianos e rastreabilidade. E é exatamente por isso que a situação envergonha: o Brasil teve anos para se adequar às exigências, sabia do calendário, e chegou ao prazo final sem resolver a lição de casa.
Cada uma dessas medidas, isoladamente, tem sua explicação técnica. Salvaguarda aqui, regulamento ali, investigação comercial acolá. O padrão salta aos olhos de qualquer observador honesto: Estados Unidos, China, União Europeia e Israel, quatro dos atores mais relevantes do planeta, impuseram ao Brasil, em menos de dois anos, restrições que vão de tarifas a vetos e a declarações formais de hostilidade. Isso não é azar. Isso não é conspiração. Isso é o custo acumulado de uma diplomacia que trocou o pragmatismo pelo palanque.
E o Planalto? Segue no roteiro de sempre. Repudia, não reconhece legitimidade, fala em soberania, monta comitê. O que não faz é a pergunta óbvia: por que o mundo inteiro, de Washington a Bruxelas, de Pequim a Tel Aviv, está fechando portas para o mesmo governo ao mesmo tempo?
O trabalhador do frigorífico que entrou em férias coletivas sabe a resposta. O exportador que perdeu o mercado europeu sabe a resposta. O empresário que refaz planilhas por causa da tarifa americana sabe a resposta.
O Brasil não merece ser tratado como ameaça nacional. O Brasil merece um governo que impeça isso de acontecer.
Rogerio Pires é professor, pesquisador, mestre, doutor H.C. em educação e gestor público com atuação na área de educação tecnológica e políticas de inovação no Estado do Rio de Janeiro.




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Enquanto esse velho fraudado cachaceiro comunista criminoso imundo estiver ocupando o cargo que ele está atualmente desde 2022 via FRAUDE e contra a vontade de 80% do povo do Brasil 🇧🇷 vai ser só ladeira abaixo❗️😪