Caso Master: mais um racha entre petistas sobre Jaques Wagner
Vice-líder do governo na Câmara defende afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo após operação da PF
BELO HORIZONTE, 19 de junho de 2026 — O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defendeu o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado após o parlamentar passar a ser investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira.
Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que Wagner deveria deixar temporariamente a função para se dedicar à própria defesa, ressaltando que a presunção de inocência deve ser preservada.
“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim. Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, escreveu o parlamentar.
A nova etapa da operação investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro relacionadas a negócios envolvendo o Banco Master. Além de Wagner, a ação teve como alvos o ex-sócio da instituição Augusto Ferreira Lima e outros sete investigados.
A manifestação de Correia expõe uma divergência dentro da própria base governista. Enquanto dirigentes petistas e aliados do Palácio do Planalto saíram em defesa de Wagner após a operação, o vice-líder do governo na Câmara tornou-se uma das primeiras vozes do partido a defender seu afastamento temporário do cargo de liderança.
Segundo o parlamentar petista, a Polícia Federal deve continuar apurando todos os fatos relacionados ao caso, independentemente do campo político dos envolvidos.
A investigação sobre o Banco Master ganhou novo peso político após a operação atingir diretamente o líder do governo no Senado, um dos principais articuladores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional. Até o momento, Wagner nega irregularidades e sustenta que não praticou qualquer ato ilícito.
A Polícia Federal e os órgãos responsáveis pela investigação ainda não divulgaram conclusões sobre a eventual responsabilidade criminal dos investigados. O caso permanece em fase de apuração.



