Caso Master: Nora de senador petista da Bahia na mira da PF
Imóvel de nora de Jaques Wagner entra em investigação da PF sobre operações relacionadas ao Banco Master
BRASÍLIA, 18 de junho de 2026 — Um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, em Salvador, passou a integrar o foco das investigações da Polícia Federal sobre operações relacionadas ao Banco Master, ampliando o alcance de um caso que já envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, operadores financeiros e pessoas próximas a figuras influentes da política nacional.
O imóvel teria sido transferido para Bonnie de Bonilha, nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A operação é analisada pelos investigadores como parte de um conjunto de transações suspeitas e que podem ter sido utilizadas para ocultar vantagens indevidas.
A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que o senador não possui participação nos negócios investigados. Os advogados também sustentam que não há elementos que vinculem o parlamentar a eventuais ilícitos praticados por terceiros.
O caso ganhou repercussão após a revelação de que Bonnie de Bonilha também aparece ligada a contratos mantidos com o Banco Master. Documentos citados na investigação apontam pagamentos milionários por serviços de prospecção de crédito consignado, atividade que chamou a atenção dos investigadores devido aos valores envolvidos e às circunstâncias em que os contratos foram celebrados.
A Polícia Federal busca esclarecer se houve contrapartidas indevidas associadas à atuação de agentes públicos ou pessoas com acesso privilegiado a decisões políticas e administrativas. Até o momento, não há acusação formal nem condenação contra Jaques Wagner ou sua nora.
O episódio, entretanto, representa mais um desafio político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wagner é um dos principais articuladores do Palácio do Planalto no Congresso Nacional e ocupa posição estratégica na defesa da agenda governista.
A investigação também aumenta a pressão sobre o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, que já enfrentam questionamentos relacionados a outras operações financeiras sob análise de autoridades federais.
Os próximos passos da investigação deverão determinar se as transações identificadas constituem apenas negócios privados ou se fazem parte de um esquema mais amplo de favorecimento político e financeiro.



