Ceará: Mãe é assassinada por terroristas ao se recusar envenenar policiais
Relato de filha de 12 anos que presenciou a execução da própria mãe dentro de casa choca o país
SABOEIRO, 2 de junho — A história de Antônia Ione Rodrigues da Silva, conhecida pelos moradores como Bira, tornou-se um dos casos mais emblemáticos da violência imposta pelo crime organizado no interior do Brasil. Aos 45 anos, mãe de dois filhos e cozinheira do destacamento da Polícia Militar no distrito de Flamengo, município de Saboeiro, ela foi assassinada após se recusar a colaborar com um plano criminoso para matar policiais.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Ceará, integrantes de uma facção criminosa ligada ao terrorista Comando Vermelho pressionaram Antônia para que colocasse veneno na alimentação preparada para os agentes de segurança que atuavam na região. A proposta foi rejeitada.
De acordo com as autoridades, a cozinheira recusou-se terminantemente a participar da ação criminosa, mesmo diante de ameaças. A decisão custou-lhe a vida.





