Direita colombiana se une contra comunistas no segundo turno
Paloma Valencia anuncia apoio a Abelardo de la Espriella e busca frente ampla contra a esquerda
BOGOTÁ, 31 de maio de 2026 — O primeiro turno presidencial na Colômbia terminou com um recado claro: a direita chegou dividida às urnas, mas sai pressionada a se unir para impedir a continuidade do projeto político de Gustavo Petro.
O advogado Abelardo de la Espriella, candidato de direita com discurso duro contra o crime organizado e forte apelo entre eleitores antipetristas, terminou em primeiro lugar e disputará o segundo turno contra Iván Cepeda, senador de esquerda e aliado do atual presidente colombiano.
A surpresa não foi apenas a ida de De la Espriella ao segundo turno. Foi também o tamanho da derrota da direita tradicional representada por Paloma Valencia, senadora do Centro Democrático, partido fundado por Álvaro Uribe. Valencia, que chegou à disputa como nome do uribismo, ficou fora do segundo turno e, poucas horas depois do resultado, anunciou apoio ao adversário da direita outsider.
O gesto tem peso político. Paloma Valencia não é uma figura secundária. Advogada, filósofa, economista e escritora, ela vem de uma das famílias mais tradicionais da política colombiana. É neta do ex-presidente Guillermo León Valencia e uma das vozes mais fortes da oposição ao governo Petro no Senado. Ao declarar apoio a De la Espriella, Valencia sinalizou que a prioridade da direita colombiana, neste momento, é impedir que Iván Cepeda herde o poder da esquerda.





