Direita vence eleição na Colômbia
FARC com os dias contados. Entenda o desafio de Abelardo
BOGOTÁ — O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato de direita e defensor de uma agenda de segurança pública mais rígida, obteve vitória na eleição presidencial da Colômbia neste domingo (21), em uma das disputas mais apertadas da história recente do país. Com 99,9% das urnas apuradas, De la Espriella aparecia com 49,66% dos votos, contra 48,70% do senador Iván Cepeda, apoiado pelo presidente colombiano Gustavo Petro.
A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo de um ponto percentual, equivalente a cerca de 250 mil votos.
O lado derrotado já anunciou contestações. Cepeda e aliados questionam resultados em dezenas de milhares de mesas eleitorais, enquanto Petro afirmou que o país deve aguardar a totalização oficial antes de considerar a disputa encerrada. Uma reversão do resultado é absolutamente improvável, mas o processo de revisão ainda pode prolongar a tensão política dominante do narcoterrorismo no país.
A eleição marca uma mudança significativa no cenário político colombiano após o governo de esquerda de Petro. Durante a campanha, De la Espriella defendeu o endurecimento do combate ao narcotráfico e aos guerrilheiros armados, prometeu reduzir o tamanho do Estado e aproximar novamente Bogotá de Washington.
Conhecido como “El Tigre” entre seus apoiadores, De la Espriella nunca havia ocupado cargo eletivo nacional e surgiu como um candidato anti-establishment.
A vitória preliminar foi comemorada por lideranças conservadoras em diversos países. No Brasil, o senador Flávio Bolsonaro publicou mensagens celebrando o resultado e classificou a disputa como mais um avanço da direita na América Latina.
O resultado evidencia que o medo foi vencido na política da Colômbia. A participação eleitoral atingiu níveis recordes e o país terminou praticamente “dividido ao meio” entre o projeto esquerdista representado por Petro e Cepeda e a plataforma conservadora liderada por De la Espriella. A expectativa agora se concentra na oficialização do resultado e na reação dos grupos políticos que contestam a apuração preliminar.
Abelardo representa uma mudança inimaginável no país, que depois da Venezuela, é a maior potência do narcoterrorismo na América Latina.



