Esquerdistas terroristas estão proibidos de entrar nos EUA
Rubio anuncia novas designações de grupos da extrema esquerda como organizações terroristas: “um mal singular”
WASHINGTON, 16 de julho de 2026 — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (16) que o governo Trump prepara uma nova rodada de designações de organizações da extrema esquerda como grupos terroristas estrangeiros. Segundo ele, o terrorismo político de orientação esquerdista representa uma ameaça global que, durante décadas, foi subestimada pelos governos ocidentais.
A declaração foi feita na abertura do Ministerial sobre o Ressurgimento do Terrorismo Político, realizado no Departamento de Estado, em Washington, com a participação de representantes de 66 países. Estiveram presentes autoridades americanas como o diretor do FBI, Kash Patel; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; a secretária de Educação, Linda McMahon; e o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller.
Rubio afirmou que a doutrina antiterrorismo adotada por diversos países desenvolveu um “ponto cego” em relação à violência política da extrema esquerda.
“Por tempo demais, nossa doutrina de contraterrorismo teve um ponto cego quando se tratava da violência extremista da esquerda política.”
Segundo o secretário, durante boa parte da era moderna, o terrorismo de inspiração esquerdista foi a forma predominante de violência política.
“O terrorismo político da extrema esquerda não é uma novidade contemporânea nem uma ficção criada por políticos conservadores. Durante a maior parte da era moderna, foi, de fato, a principal forma de violência política.”
Nova rodada de designações
Rubio confirmou que novas organizações serão classificadas oficialmente como Foreign Terrorist Organizations (FTOs).
“Haverá novas designações em breve.”
O secretário não revelou quais grupos serão incluídos na próxima lista.
Em novembro de 2025, o Departamento de Estado já havia designado quatro organizações de extrema esquerda como terroristas estrangeiras, marcando uma mudança significativa na política antiterrorismo dos Estados Unidos.
Ameaça transnacional
Rubio argumentou que o terrorismo político contemporâneo opera internacionalmente e exige cooperação entre governos.
Segundo ele, grupos extremistas podem arrecadar recursos em um país, hospedar suas comunicações em outro, receber treinamento em um terceiro, recrutar militantes em um quarto e executar ataques em um quinto país.
“Não temos outra escolha senão enfrentar essa ameaça juntos. Ou cooperamos além das fronteiras nacionais, ou os terroristas continuarão explorando as brechas entre elas.”
Críticas à resposta aos protestos de 2020
O secretário criticou duramente autoridades estaduais e municipais americanas pela forma como responderam aos protestos e distúrbios ocorridos após a morte de George Floyd, em 2020.
Segundo Rubio, enquanto diversas cidades enfrentavam incêndios criminosos, saques e episódios de violência, muitos governos locais deixaram de processar judicialmente os responsáveis.
“Enquanto criminosos e extremistas incendiavam e saqueavam grandes cidades americanas, levando o país à beira do colapso, governos municipais simplesmente se recusaram a processar os responsáveis por esses atos de violência e terror.”
Assassinatos e atentados
Rubio citou o assassinato do comentarista conservador Charlie Kirk, o homicídio do CEO da UnitedHealth, Brian Thompson, e as diversas tentativas de assassinato contra o presidente Donald Trump como exemplos de um ambiente político radicalizado.
Segundo ele, esses episódios foram celebrados por setores da extrema esquerda, revelando aquilo que descreveu como um “mal singular” do extremismo político.
“Sempre foi movido por um ódio à própria civilização. É uma revolta do pior contra o melhor, uma revolta dos fracos e covardes contra os fortes e os bons.”
Rubio afirmou que diferentes movimentos utilizam nomenclaturas distintas ao longo do tempo, mas compartilham a mesma essência ideológica.
“Podem se chamar anticapitalistas, anti-imperialistas, comunistas, anarquistas ou marxistas, mas sua natureza fundamental permanece a mesma.”
Encontro reuniu 66 países
O ministerial reuniu líderes políticos, autoridades de segurança pública e especialistas em contraterrorismo de 66 países.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo da conferência foi ampliar a cooperação internacional contra organizações envolvidas em terrorismo político transnacional, especialmente aquelas vinculadas à extrema esquerda. China, Brasil e Cuba não participaram do encontro.



