BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — Três parlamentares do Parlamento Europeu enviaram nesta segunda-feira (21) uma carta à alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, pedindo avaliação urgente das acusações contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, exame de possíveis sanções europeias e monitoramento independente do processo eleitoral brasileiro de 4 de outubro.
Os signatários são o italiano Carlo Fidanza e os poloneses Adam Bielan e Mariusz Kamiński, todos do grupo Conservadores e Reformistas Europeus (ECR). O documento, datado de Bruxelas, 21 de setembro de 2026, cita a “crescente crise do Estado de Direito no Brasil”, a politização do Judiciário e “escândalos de corrupção de alto nível” envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
A carta menciona expressamente as sanções americanas impostas a Moraes em 30 de julho de 2025 com base na Lei Magnitsky, as revelações da Polícia Federal sobre contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro — no centro do escândalo do Banco Master — e o contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Os eurodeputados argumentam que, dado o papel central de Moraes nos processos que levaram à condenação de Jair Bolsonaro, essas revelações “levantam sérias questões sobre a imparcialidade judicial”.




