EXCLUSIVO: CV planeja matar Flávio Bolsonaro em MG
Ação foi identificada pelas autoridades policiais de Minas Gerais que já abriu investigação sobre o grupo de WhatsApp
BELO HORIZONTE, 1° de junho de 2026 — Um conjunto de mensagens e imagens obtidas com exclusividade pela Revista Timeline revela a existência de um grupo de WhatsApp criado para organizar manifestações contra a entrega do título de cidadão honorário de Belo Horizonte ao senador Flávio Bolsonaro.
O grupo, que reúne centenas de participantes, foi utilizado para coordenar a mobilização aparentemente política prevista para ocorrer durante a visita do parlamentar à capital mineira.
As mensagens mostram discussões sobre logística, arrecadação de recursos via PIX, produção de faixas, convocação de sindicatos, aproximação com torcidas organizadas violentas e articulação com diferentes movimentos comunistas.
Entre os materiais compartilhados aparecem referências à participação de integrantes ligados a organizações de esquerda, coletivos estudantis, sindicatos e movimentos sociais. Em uma das mensagens, um dos administradores afirma ter mantido contato com lideranças de partidos como PT, PSOL, PDT, Rede e UP, além de movimentos como MST e MAB.
Em umas das mensagens aparecem conversas sobre a tentativa de mobilização de grupos ligados a torcidas organizadas do Atlético Mineiro, Cruzeiro e América Mineiro.a
Mensagens compartilhadas no grupo indicam esforço para ampliar o alcance da mobilização por meio de entidades sindicais.
Em uma das conversas, participantes discutem o ingresso de representantes sindicais e a divulgação do ato junto a categorias organizadas com frases como “morte aos fascistas”.
O material também registra pedidos de contribuição financeira destinados à produção de faixas e materiais de divulgação.
Os administradores do grupo divulgaram chave PIX e solicitaram envio de comprovantes para controle das contribuições.
Em determinados trechos, participantes discutem horários de chegada, entrada no auditório e deslocamento posterior para outros locais da cidade.
Segundo informações obtidas pela reportagem, autoridades de segurança já foram informadas sobre a existência do grupo e sobre o planejamento da morte do senador Flávio Bolsonaro.
Algumas fontes ligadas ao monitoramento do grupo afirmam ter identificado participantes que defendiam ações mais agressivas durante a mobilização.
Mensagens obtidas pela Revista Timeline evidenciam a radicalização do movimento organizado para protestar contra Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte. O material foi encaminhado às autoridades policiais, que foram alertadas sobre o conteúdo das conversas.
Nas mensagens analisadas pela reportagem, aparece o nome de Felipe Gomes, assessor ligado ao gabinete do deputado Duda Salabert (um homem que se veste de mulher) do PSOL, e Joceli Jaison José Andrioli, assessor ligado ao deputado federal Rogério Correia do PT. A reportagem está aberta aos nomes envolvidos que não responderam aos nossos e-mails.



