Lula corta orçamento do Exército dedicado ao combate organizado nas fronteiras
Bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento da Defesa atinge diretamente ações militares na Amazônia e no Centro-Oeste, justamente quando o terroristas brasileiros ganham atenção internacional
BRASÍLIA, 8 de junho de 2026 — O governo federal promoveu um contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa em 2026, provocando uma consequência imediata e preocupante: a suspensão de operações do Exército Brasileiro voltadas ao monitoramento e combate ao crime organizado nas fronteiras nacionais. Aproximadamente R$ 1,5 bilhão do valor bloqueado estava destinado ao Exército.
A falta desses recursos levou à interrupção de ações conduzidas principalmente pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) e pelo Comando Militar do Oeste (CMO), responsáveis por algumas das áreas mais sensíveis da segurança nacional.
A decisão ocorre em um momento particularmente delicado para o país.
Enquanto as organizações criminosas ampliam sua atuação transnacional e os Estados Unidos elevam a pressão sobre o combate ao narcotráfico na América Latina, o Brasil reduz justamente a capacidade operacional das forças encarregadas de vigiar suas fronteiras.
Fronteiras: a porta de entrada do narcotráfico
As regiões monitoradas pelo CMA e pelo CMO abrangem extensas áreas de fronteira com países que figuram entre os maiores produtores mundiais de cocaína, como Colômbia, Peru e Bolívia.
É por esses corredores que entram drogas, armas, mercadorias contrabandeadas e recursos provenientes de atividades ilegais que abastecem organizações criminosas em todo o território brasileiro.
Boa parte das atividades do PCC e do Comando Vermelho está diretamente conectada às rotas de fronteira utilizadas para o tráfico internacional de drogas e armas. Além do narcotráfico, as operações militares também combatem garimpo ilegal, crimes ambientais, extração clandestina de recursos naturais e redes de contrabando.




