Mãe confronta músico de 25 que assediava a filha de 13
O assediador foi liberado na mesma noite causando enorme revolta na mãe da criança
LONDRINA, 10 de junho de 2026 – Uma mãe de família de Londrina, no norte do Paraná, assumiu o celular da filha adolescente de 13 anos e desmascarou um músico de 25 anos que enviava mensagens de conotação sexual à menor. O caso, registrado em boletim de ocorrência, ganhou repercussão nacional após um advogado paranaense publicar um relato detalhado nas redes sociais, que já acumula mais de 6 milhões de visualizações.
De acordo com o relato da mãe, tudo começou quando a adolescente recebeu as primeiras mensagens do homem nas redes sociais. Frases como “Oi, gatinha”, “Meu sonho é ficar com você” e “Seria uma honra tirar a virgindade dela” chamaram a atenção da jovem, que imediatamente mostrou o celular à mãe. Conhecida do músico há cerca de 20 anos — ele acompanhava o crescimento da menina desde pequena —, a mulher entrou em colapso emocional por sete dias, mas decidiu agir.
Passando-se pela filha, a mãe continuou o diálogo e questionou diretamente o interlocutor: “Isso não é pedofilia?”. Segundo o relato, ele riu e insistiu em marcar um encontro. Quando o homem chegou ao local combinado, encontrou a mãe da adolescente, que o confrontou fisicamente. A agressão foi registrada e ambos foram levados à delegacia. A mãe entregou o celular do suspeito como prova das conversas.
O músico prestou depoimento e foi liberado na mesma noite. A Polícia Civil de Londrina confirmou o registro do boletim de ocorrência e informou que o caso está em investigação. Até o momento, não há prisão preventiva decretada.
O episódio envolve o artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/1990), que criminaliza “aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança ou adolescente, com o fim de com ele praticar ato libidinoso”. A pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. O chamado “grooming” (preparação psicológica da vítima pela internet) é uma das formas mais comuns de aliciamento virtual, mas a aplicação da lei brasileira depende de análise do flagrante e da materialidade das provas.
O caso viralizou após o advogado Edison V. Campos publicar um vídeo e um texto nas redes sociais no último domingo (8). Nele, o profissional destacou a frustração da mãe, que “fez o trabalho da polícia, do Ministério Público e do Judiciário” sem que o suspeito fosse mantido preso. “Sete dias sem dormir. Ela conhecia o homem há 20 anos. Viu a filha crescer”, escreveu o advogado.
Reportagem da RIC Record Londrina exibiu trechos das conversas (com imagens borradas por questões de privacidade) e ouviu a mãe, que relatou o choque ao ver as mensagens. “Ele começou com ‘oi, gatinha’, perguntando se ela estudava. Depois disse que nem tudo ela deveria contar para a mãe”, afirmou a mulher em depoimento à emissora.
A identidade do músico infelizmente não foi divulgada oficialmente para supostamente preservar o sigilo do inquérito. A mãe e a filha também não tiveram os nomes revelados. O caso segue em apuração.




