O assustador controle do PCC no Porto de Santos
Enquanto o mundo bate recordes de consumo de cocaína, o Brasil assiste à queda de 75% nas apreensões no maior porto da América Latina — um retrato brutal da sofisticação logística do crime organizado
SÃO PAULO, 8 de junho de 2026 — O Porto de Santos, principal corredor comercial da América Latina, tornou-se também uma das maiores plataformas globais de exportação de cocaína do planeta. A disputa já não é apenas entre traficantes rivais. É uma guerra tecnológica, logística e financeira entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as forças de segurança brasileiras. E os números revelam quem está vencendo.
Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, baseada em dados inéditos da Polícia Federal, as apreensões de cocaína no Porto de Santos despencaram de cerca de 27 toneladas em 2019 para menos de 7 toneladas em 2025 — uma queda de aproximadamente 75%.
O problema é que o mundo não está consumindo menos droga. Pelo contrário. O próprio relatório da ONU citado pela reportagem afirma que produção, apreensões e consumo global de cocaína atingiram recordes históricos em 2023, transformando a cocaína no mercado ilícito que mais cresce no mundo.




