O ego de Lula custa 80 bilhões de reais ao povo brasileiro
Estados Unidos, China, Europa. Três portas batendo na cara do Brasil no mesmo ano.
RIO DE JANEIRO, 17 de julho de 2026 — Na quarta-feira, os Estados Unidos oficializaram a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Quatro mil itens atingidos, US$ 14,9 bilhões em risco, segundo a CNI. Marco Rubio não fez rodeios: Lula colocou o próprio ego à frente de um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro.
Exagero de americano? Confira a ficha corrida.
Novembro de 2024: Lula vai à TV francesa, declara voto em Kamala e diz que a volta de Trump é “o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”. A gravação foi exibida à equipe de Trump na Flórida.
Julho de 2025: Trump “não foi eleito para ser o imperador do mundo”. “O Brasil não aceita ordem de gringo.” E ainda correu ao BRICS atrás de bloco anti-Washington.
Segunda-feira passada, dia 13: Lula chamou Trump de pirata. Quarenta e oito horas depois, o USTR assinava a tarifa.
Nazista. Imperador. Pirata. E o Planalto ainda se pergunta por que a negociação azedou.
Ah, sim, a negociação. Aquela do “pintou um clima” na ONU, da troca de telefones, do “ele me garantiu que faremos acordo” na Malásia. Em maio, Lula foi recebido na Casa Branca. Três horas de reunião, almoço de trabalho, e na coletiva o presidente contou, orgulhoso, que pediu para Trump sorrir. Pediu também o arquivamento da investigação da Seção 301 “o quanto antes”. Trump não deu entrevista conjunta, não anunciou nada, despachou o assunto com meia dúzia de elogios protocolares. Dois meses depois, aquela mesma Seção 301 pariu a tarifa de 25%. Do clima que pintou à porta na cara: dez meses.
E a culpa, claro, é do Flávio.
O roteiro só tem um defeito: o vilão foi flagrado no lugar errado. Estava em Washington, na audiência do USTR, pedindo a suspensão da tarifa que teria encomendado. Mandou carta exigindo o recuo. Cancelou agenda para ficar um dia a mais brigando contra ela. Já o processo da tarifa não cita Bolsonaro em linha nenhuma: trata de Pix, comércio digital, etanol, propriedade intelectual e desmatamento. E o governo, que podia negociar amanhã de manhã, avisou que só senta à mesa depois de outubro. Para o Planalto, a tarifa rende mais como discurso do que custaria como problema resolvido.
E enquanto o país inteiro olha para Washington, ninguém conta o resto.
A China, a parceira preferencial do Planalto, taxa em 55% desde janeiro toda carne bovina brasileira que ultrapassar a cota de 1,1 milhão de toneladas. Exportamos 1,52 milhão em onze meses. A cota já acabou. Reação do ministro Fávaro: “não é algo tão preocupante”. Perder competitividade num mercado de US$ 8 bilhões, para este governo, não preocupa.
A Europa excluiu o Brasil da lista sanitária de antimicrobianos a partir de setembro. Justamente o mercado que paga US$ 8.222 a tonelada, 51% acima da média. E em dezembro entra em vigor a lei antidesmatamento europeia.
Estados Unidos, China, Europa. Três portas batendo na cara do Brasil no mesmo ano. Contra uma, discurso de guerra, comitê de crise e lista de retaliação. Contra as outras duas, silêncio de sacristia.
Um cidadão inconsequente senta na cadeira da presidência da república, e ele nunca quiz resolver o problema das tarifas. Ao contrário, cavou o pênalti e preferiu o palanque, com discurso e narrativas insustentáveis. E a fatura do palanque vai chegar no arroz, no feijão e na carne de quem quem literalmente mais precisa, dos mais humildes.
Pintou um clima mesmo? Não, o que pintou foi a conta para o cidadão brasileiro.
Rogerio Pires é professor, pesquisador, mestre, D.H.C. em educação e gestor público com atuação na área de educação tecnológica e políticas de inovação no Estado do Rio de Janeiro.





Considero que o ego ferido é uma ramificação de um problema maior.
Há um ditado que diz que o inferno nunca está em paz porque os demônios estão sempre lutando pelo poder absoluto. Com a ressalva aqui de que não considero Trump um deles (apesar de estar sempre com o radar ligado), o descondenado que ocupa a cadeira da Presidência busca o poder absoluto como todo comunista. E para chegar lá, precisa seguir alguns tópicos do projeto socialista que eu resumiria assim:
1) Isolar o país;
2) Criar os campeões nacionais;
3) Extinguir a classe média (*);
4) Tornar a população dependente de auxílios do Estado para que este mantenha o controle de opositores (aqui se encaixa o objetivo de criar o caos na Economia).
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(*) via regulações que levam pequenos empreendedores à impossibilidade de cumpri-las (e consequente falência) e transferência de renda das mãos da população para o Estado, via impostos cada vez maiores e mais diversificados.