Presidente eleito na Colômbia deu ordem para bombardear toda produção de coca no país
Abelardo anuncia ofensiva contra o narcoterrorismo e promete bombardear acampamentos de guerrilhas terroristas
BOGOTÁ, 24 de junho de 2026 — O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que seu governo adotará uma política de enfrentamento direto aos grupos armados envolvidos no narcotráfico. Durante entrevista concedida na terça-feira (23), o político afirmou que pretende restabelecer medidas abandonadas nos últimos anos e intensificar as operações militares contra organizações criminosas.
Entre as primeiras ações prometidas está a retomada da fumigação aérea das plantações de coca, matéria-prima da cocaína, além da autorização para bombardear acampamentos de grupos narcoterroristas.
“No dia 8 de agosto darei a ordem para começar a fumigar os mais de 330 mil hectares de coca, origem de todas as formas de violência. Também determinarei o bombardeio de todos os acampamentos narcoterroristas, utilizando a tecnologia disponível para minimizar qualquer impacto sobre a população civil”, declarou Espriella.
O presidente eleito também afirmou que endurecerá o combate às rotas internacionais do tráfico de drogas. Segundo ele, as Forças Armadas receberão autorização para interceptar aeronaves utilizadas pelo narcotráfico e afundar embarcações empregadas no transporte de cocaína.
“Darei instruções à Força Aérea, ao Exército e à Polícia para derrubar toda aeronave carregada de drogas que deixar a Colômbia. Também ordenarei o afundamento de todas as embarcações utilizadas pelo tráfico no Caribe, no Pacífico e no Golfo de Urabá”, afirmou.
A segurança pública foi o principal eixo da campanha de Espriella, conhecido como “El Tigre”. Ele venceu o segundo turno das eleições presidenciais por uma margem de aproximadamente 250 mil votos sobre o candidato de esquerda Iván Cepeda.
Avanço da produção de coca
As promessas de endurecimento ocorrem em um momento de expansão da produção de cocaína no país.
Levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) aponta que a área cultivada com coca na Colômbia cresceu cerca de 10% em 2023, primeiro ano do governo de Gustavo Petro. O estudo também estima um aumento potencial de 53% na capacidade de produção de cocaína em relação ao ano anterior.
Segundo o relatório, a expansão deixou de se concentrar apenas no departamento de Putumayo e passou a atingir 16 dos 19 departamentos produtores de coca. Cauca e Nariño responderam por aproximadamente metade do crescimento registrado no período.
A ONU também destaca que organizações criminosas e grupos armados ilegais continuam exercendo papel central na cadeia de produção e exportação da cocaína.
Centro mundial da cocaína
A Colômbia permanece como o maior produtor mundial de cocaína e ocupa posição estratégica nas rotas internacionais do narcotráfico. A droga produzida no país abastece mercados na América do Norte, Europa e, cada vez mais, utiliza corredores de exportação que passam pela América Central, pelo Caribe e pelo Atlântico Sul.
As declarações de Espriella sinalizam uma mudança significativa em relação à política de segurança adotada pelo governo Gustavo Petro, que priorizou negociações com grupos armados e uma abordagem menos focada na erradicação forçada dos cultivos ilícitos. A nova administração promete retomar uma estratégia de confronto militar direto contra guerrilhas e organizações narcotraficantes.
Assista ao vídeo:
“No dia 8 de agosto, darei a ordem de começar a fumigar os mais de 330.000 hectares de coca, que são a origem de todas as formas de violência. E vou dar a ordem de bombardear todos os acampamentos narcoterroristas, utilizando a tecnologia disponível para evitar o menor impacto possível na população civil, mas os bombardeios voltarão. Também darei a instrução aos comandantes da Força Aérea, do Exército e da Polícia para abaterem toda aeronave carregada de drogas que sair da Colômbia; eu me responsabilizo por isso. Além disso, darei a ordem de afundar todas as lanchas que saírem pelo Caribe, pelo Pacífico e pelo Golfo de Urabá”, anunciou Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia:




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