Protesto contra o G7 termina em confrontos e vandalismo contra prédio da ONU na Suíça
Manifestantes incendiaram veículo da Tesla, quebraram janelas de instalações das Nações Unidas e entraram em confronto com a polícia
GENEBRA, 14 de junho de 2026 — Uma manifestação contra a realização da cúpula do G7 terminou em violência neste domingo, em Genebra, na Suíça. O protesto, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, evoluiu para confrontos com as forças de segurança, atos de vandalismo e ataques a símbolos associados ao capitalismo global e a organismos internacionais.
De acordo com relatos das autoridades locais, grupos de manifestantes incendiaram um veículo da Tesla e quebraram janelas de um escritório das Nações Unidas. A polícia respondeu com o uso de gás lacrimogêneo para dispersar os participantes mais agressivos.
Testemunhas relataram cenas de tensão no centro da cidade. Manifestantes removeram pedras e blocos do pavimento para arremessá-los contra os agentes de segurança, enquanto nuvens de gás lacrimogêneo se espalhavam pelas ruas.
Cúpula do G7 mobiliza esquema de segurança
Os protestos acontecem na véspera da reunião do G7, que será realizada entre os dias 15 e 17 de junho em Evian-les-Bains, na França, às margens do Lago Genebra.
O encontro reunirá os líderes das principais economias ocidentais, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão, além de representantes da União Europeia.
Temas como a guerra na Ucrânia, a escalada das tensões no Oriente Médio e as negociações envolvendo o programa nuclear iraniano devem dominar a pauta do encontro.
Durante o protesto, alguns participantes também direcionaram críticas ao empresário Elon Musk e à Tesla, escolhida como um dos alvos dos atos de vandalismo.
Protestos contra reuniões do G7 tornaram-se frequentes nas últimas décadas. Movimentos antiglobalização, grupos ambientalistas e organizações de esquerda costumam utilizar esses eventos para protestar contra políticas econômicas internacionais, concentração de riqueza e decisões tomadas pelas principais potências mundiais.
Autoridades reforçam vigilância
Diante da expectativa de novos protestos, comerciantes de Genebra protegeram vitrines e fachadas com placas de madeira, enquanto centenas de policiais foram mobilizados para reforçar a segurança na cidade.




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