Venezuela liberta presos políticos detidos há mais de duas décadas
Mudança ocorre após prisão de Maduro e acordo com Trump e apesar das liberações, cerca de 454 presos políticos continuam detidos
CARACAS, 20 de maio de 2026 — A Venezuela libertou nesta terça-feira três presos políticos detidos havia mais de duas décadas, segundo autoridades venezuelanas e a ONG Foro Penal, em meio a um processo de anistia anunciado pelo governo liderado por Delcy Rodríguez.
Os libertados foram os ex-policiais metropolitanos Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, presos desde abril de 2003 por envolvimento nos eventos relacionados à tentativa de golpe de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez. Eles haviam sido condenados a 30 anos de prisão sob acusação de disparar contra manifestantes.
O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, afirmou que cerca de 300 detidos por razões políticas deverão ser libertados ao longo desta semana. Segundo ele, as liberações ocorrerão de forma gradual.
A ONG Foro Penal confirmou as solturas e afirmou que aproximadamente 800 pessoas deixaram as prisões venezuelanas desde janeiro, sendo 186 beneficiadas diretamente pela nova lei de anistia.
Segundo a reportagem publicada pela Revista Oeste, as medidas ocorrem após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro e durante a administração interina liderada por Delcy Rodríguez.
O regime venezuelano afirma que mais de 8 mil pessoas foram alcançadas pela normativa, embora apenas 314 tenham efetivamente deixado a prisão. De acordo com as autoridades, os demais já cumpriam medidas de liberdade condicional e receberam liberdade plena.
Apesar das liberações, o Foro Penal afirma que cerca de 454 presos políticos continuam detidos no país e questiona a transparência e a abrangência do processo de anistia.



